3 de março de 2008

PERFIL

Nasci em 1966 em Porto Alegre e tenho cidadania há mais de quinze anos, quando solicitei o reconhecimento mal sabia-se o que fazer. Formei-me em Comunicação em 1989 e fui para a Itália onde cursei o mestrado, trabalhei e residi por 6 anos, até 1996, 3 anos como "extracomunitária" e 3 como "italiana". Minha avó Teresa Tambara nasceu em Verona mas tive que pedir o reconhecimento de minha cidadania através de um ramo mais longínquo pois meu pai nasceu antes do fatídico 1948, enfrentei e superei todas as situações comuns a esta condição. Em 1996 voltei para o Brasil e o número de pedidos de ajuda que recebi foi tão grande que acabei por abrir um escritório de assessoria para a cidadania ainda em 1996. São 12 anos de trabalho com escritório ao lado da sede do consulado, portanto, na linha de frente com os casos mais difíceis.

Sou socialista, não sou radical, e acredito que só o diálogo e a persistência trazem resultados. Sou conselheira do Comites e da Massolin de Fiori, integro a Feveneto e a Fibra, e já trabalhei em patronatos e outros entes italianos. Por crer que o único conhecimento enriquecedor é aquele que é compartilhado escrevo regularmente na revista Insieme e no eletrônico Oriundi, além de participar de comunidades de itálo-brasileiros como moderadora.
Todo dia recebo jovens desesperados por estar perdendo boas oportunidades enquanto esperam nas filas consulares e comunais, vejo fundos que deveriam servir a muitos oriundos mal empregados e vejo políticos e empresários em missões de "turismo político-empresarial" com informações distorcidas, muitos preconceitos e um conhecimento sobre imigração/emigração abaixo do decente. Mesmo assim, ainda me impressiona ler absurdos sobre o "fim" ou a "limitação" do direito à cidadania numa revista como a Veja e em Jornais de Grande Circulação.
Não cuspo na minha polenta de cada dia, bem ao contrário, mas não me basta cantar "Merica, Merica" e beber vinho aos domingos, há muito mais a ser feito, realmente acredito nisso, por isso aceitei este desafio e espero poder contar com tuas sugestões, teu apoio e teu voto.

Um comentário:

Gislaine Casagrande disse...

Viveu 7 anos na Itália; no retorno ao Brasil, foi professora e tradutora de diversos livros de História da Itália e da Emigração; atualmente, trabalha em seu escritório de Cidadania Italiana, convivendo diariamente com os problemas de nossa gente.

Precisamos de alguém assim em Roma a fim de nos representar!

Boa sorte, Claudia.